sábado, 4 de setembro de 2010

Felicidade

Ele tinha lágrimas em seus olhos, mas um sorriso acompanhava o choro, nas mãos, ele possuía algo tão precioso que tinha medo de perder se fechasse seus próprios olhos.
Ao seu redor tudo brilhava, tudo cooperava para seu próprio bem, era como se algo maior do que ele transformasse toda a dificuldade em luz porque estava tudo tão claro, tão agradável, tão bonito.
- Seu nome é Samuel, parabéns mais novo papai.- Ela disse sorrindo.
Sua trajetória estava completa e agora sua vida ganhava um mais novo significado, um significado de amor ao cubo, afinal se não fosse pela sua mulher, sua fiel e amorosa mulher o seu tesouro não estaria em seus braços.
Nada o faria substituir aquele sentimento que crescia dentro dele e era maior e muito mais importante que a responsabilidade, o que ele sentia era a felicidade, que não precisava de todos os pilares epicuristas... Precisava somente de amor e isto ele já possuía.


Karine Varvounis

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Equilíbrio

Quando a Europa achava-se ser o centro, descobriu que talvez não fosse bem assim.
E talvez você não seja o centro do mundo.
Talvez você não seja o centro das atenções.
Mas calma, não é hora para pânico.
Encarar a verdade dói, machuca, às vezes corrompe a inocência de muitos,mas a vida não é feita apenas de quedas livres..do que serve a ciência então?
Pensei que fosse para curar e arranjar novos meios para sobreviver,não para destruir,conquistar e machucar.
Da mesma forma que se cai, você tem métodos para se manter em pé, mesmo que a gravidade sempre te puxe para baixo, o pára-quedas te puxará para cima e estará aberto no ar.


Karine Varvounis :)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O Tempo

Você conhece uma pessoa e a remota possibilidade desta pessoa se tornar sua melhor amiga ou amigo nem lhe vem à cabeça.

Mas por incrível que pareça essa pessoa se torna cada vez mais e mais interessante, os assuntos das conversas se tornam mais compatíveis. A amizade cresce cada vez mais e mais. Você começa a confidenciar a essa pessoa sonhos, medos, amores. Coisas que você não contaria para ninguém mais.

Você literalmente ama essa pessoa, um amor fraterno, amor este que você pensa ser inabalável. . . Indestrutível.

Mas o tempo passa, o tempo, o maior carrasco de todos, o mais cruel e desumano.

Passam-se dias. Meses e a distância entre você parece aumentar a cada pulo do ponteiro. Vocês conhecem outras pessoas, você aprende coisas, você muda suas mascaras, e aquela pessoa que você tanto ama faz o mesmo.

A mudança é inevitável.

Para sua surpresa a estrutura que sustentava sua amizade, sua irmandade, começa um lento processo de deterioração e pouco a pouco vem ao chão, e você não percebe, não até que seja tarde de mais.

Tarde de mais, três palavra que você não quer aceitar.

Então você luta, com todas as suas forças, para tentar sustentar o que uma vez foi uma sólida amizade.

Mas, com já disse, o tempo passa, ou melhor, ele corre como um rio, rio esse que você não pode lutar contra, cedo ou tarde você vai ter que segui o fluxo e deixar para traz as ruínas que um dia foram tão acolhedoras, tão seguras. Não importa o quanto você lute contra, o tempo sempre ira te vencer, pode não ser hoje, nem amanhã, mas esse dia vai chegar.

Porem nem todo tipo de mudança é de todo mal, você pode estar sendo obrigado a abandonar um local que te dá segurança, mas seguindo em frente, você pode encontrar um lugar melhor, você evolui, de uma certa maneira.



Luiz Phellipe Rosa

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Talvez sempre haja luz.

Eu via folhas alaranjadas, típicas do outono, e sentia o vento tocar meu rosto talvez numa vã tentativa de me fazer parar ou me segurar..
Os últimos momentos qual eu havia experimentado voltavam à mim, era como se vivesse tudo novamente. Tudo passava tão depressa que meu rosto começava a formigar e eu então tinha tomado minha decisão.
Fechei meus olhos e esperei que caísse e aquele fosse meu fim.
Inesperadamente ao invés de sentir dor,senti o calor de braços ao meu redor e lágrimas quentes caiam em meu rosto.
Ao abrir os olhos pude perceber que atitude absurda eu quase fiz, um erro que quase cometi.
Aquele que me segurava riu para mim docemente e afundou seu rosto em meu pescoço e eu logo o abracei fortemente.
Com meus olhos marejados, olhei em meio redor e vi minha família e amigos olhando-me tensos,mas tranquilos por me verem viva.
Talvez fosse bem verdade que eu era de fato amada demais para ignorar a vida e transformá-la em algo tão inútil..a vida era valorosa demais para ser destruída.
Fixei meu olhar em todos que estavam presentes daquele momento..eu tinha muita sorte em tê-los comigo,muita sorte.


Karine Varvounis