quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Talvez sempre haja luz.

Eu via folhas alaranjadas, típicas do outono, e sentia o vento tocar meu rosto talvez numa vã tentativa de me fazer parar ou me segurar..
Os últimos momentos qual eu havia experimentado voltavam à mim, era como se vivesse tudo novamente. Tudo passava tão depressa que meu rosto começava a formigar e eu então tinha tomado minha decisão.
Fechei meus olhos e esperei que caísse e aquele fosse meu fim.
Inesperadamente ao invés de sentir dor,senti o calor de braços ao meu redor e lágrimas quentes caiam em meu rosto.
Ao abrir os olhos pude perceber que atitude absurda eu quase fiz, um erro que quase cometi.
Aquele que me segurava riu para mim docemente e afundou seu rosto em meu pescoço e eu logo o abracei fortemente.
Com meus olhos marejados, olhei em meio redor e vi minha família e amigos olhando-me tensos,mas tranquilos por me verem viva.
Talvez fosse bem verdade que eu era de fato amada demais para ignorar a vida e transformá-la em algo tão inútil..a vida era valorosa demais para ser destruída.
Fixei meu olhar em todos que estavam presentes daquele momento..eu tinha muita sorte em tê-los comigo,muita sorte.


Karine Varvounis

2 comentários:

  1. A vida é, não importa o quão ruim ela pode ser, ela é uma dádiva. Uma dádiva dada por Deus.

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